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“Estas redes de tráfico de seres humanos muitas vezes ameaçam fazer mal às famílias destas mulheres no país de origem… e fazem.”

A Qi News falou com Sara Nasi, psicóloga da Associação para o Planeamento da Família, que presta apoio a vítimas de tráfico de seres humanos.

O que é mais relevante apreender acerca da realidade deste crime em Portugal são as diferenças na natureza dos casos que vitimizam os homens ou as mulheres. Este é um crime de género, em que as situações das mulheres são sistematicamente mais graves e de contornos muito mais violentos e incapacitantes que as dos homens.

A falta de destreza e agilidade do sistema europeu de gestão e monitorização de migrações para lidar com este crime a uma escala europeia é alarmante, e o tráfico de seres humanos para exploração sexual e laboral é o crime que mais rapidamente cresce no mundo.

Actualmente pensa-se que estejam mais de 24,9 milhões de pessoas em condições de escravatura no mundo, e em 2016 houve apenas 9,016 condenações pelo crime de tráfico de seres humanos no mundo inteiro. Mais de 4,8 milhões de mulheres são exploradas sexualmente a uma escala global, num crime que é dos mais lucrativos do globo*.

Um trabalho de Andreia Friaças e António Castelo.

www.qinews.pt

*fontes: www.humanrightsfirst.org