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“Neste momento estima-se que haja cerca de 6000 meninas e mulheres em risco de vir a sofrer ou de já ter sofrido mutilação genital feminina em Portugal”.

Sónia Duarte Lopes é psicóloga e coordenadora da Associação para o Planeamento da Família, e trabalha directamente com meninas e mulheres que foram sujeitas a mutilação genital feminina/corte.

A prática ocorre em Portugal no seio de populações imigrantes, sobretudo oriundas da Guiné-Bissau, e em regra implica uma viagem ao país de origem onde é efectuada a cerimónia e o corte.

O que fica nas mãos das autoridades portuguesas é detectar esse corte, já feito, numa consulta hospitalar por via da sinalização de um médico ou de uma enfermeira, e instaurar um processo de investigação às circunstâncias que terão levado ao crime que foi praticado sobre a mulher ou crianças em questão.

Um trabalho de António Castelo e Andreia Friaças.