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Qi Reportagem – “É como se estivessemos a pegar fogo a um arquivo”

A barragem do Alqueva veio trazer uma revolução no conhecimento arqueológico do Alentejo e de Portugal. Para além do já conhecido megalitismo presente nesta região do país, foram descobertos inúmeros locais romanos, e outros bem mais antigos e que encerram uma história que está ainda por contar.

Durante os primeiros anos as obras eram públicas, o que obrigou a um acompanhamento de estudos patrimoniais, que permitiam aos arqueólogos, maravilhados com as novas e incessantes descobertas, fazer pelo menos a salvaguarda pelo registo, estudando os sítios que iam encontrando acompanhando as obras que serviaram para levar a água da barragem a varios pontos do sul do país.

O que se segue agora é a grande reconversão agrícola na paisagem alentejana. Depois das campanhas do trigo, no Estado Novo, assistimos agora no Alentejo a uma transformação visceral da paisagem, que implica uma lavra profunda das suas terras e que não está a ser devidamente monitorizada, acompanhada e controlada de forma a que se possa salvaguardar a História incontada da região.

Um trabalho de António Castelo.

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