A União Europeia favorece cada vez mais a ferrovia como meio para transporte de mercadorias por toda a Europa, sobretudo através da construção de nove grandes corredores trans-europeus, com a finalidade de ligar os portos marítimos, aeroportos, plataformas logísticas e unidades industriais de todos os países da união.

Portugal não está a par destes objectivos. Ao invés de aproveitar financiamentos comunitários – que chegam a ir aos 85% do valor total da construção das infra-estruturas – para não prejudicar a sua competitividade económica e potencial de exportação futuro, utiliza fundos de muito menos valor para remediar a sua linha antiga, incompatível com os desígnios com que aliás se comprometeu.

Um grupo de cidadãos atentos elaborou um manifesto, entregue ao Sr. Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, em que exige que se tomem medidas urgentemente de forma a impedir que Portugal seja uma ilha ferroviária na União Europeia.

Um trabalho de António Castelo.