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Todos os dias, quando os consultores, marketeers, engenheiros, administradores, investigadores, doutores e advogados chegam aos seus escritórios de manhã, eles estão limpos. Os que chegam mais cedo por vezes encontram os agentes da higiene que os conforta diariamente – senhoras, na sua maioria imigrantes, na sua maioria negras, que estão “já de saída”.

Para estarem de saída às 08:30, têm de ter entrado não depois das 06:30, e como essa é a hora a que o metro abre, e como estas senhoras provavelmente não vivem no centro de Lisboa – onde estão a maioria dos grandes escritórios – têm de iniciar os seus percursos de autocarro bem antes das 06:00.

Luís Vaz Fernandes e António Castelo falaram com duas utentes do 210 Pontinha, mãe e filha, separadas por uma geração mas unidas num ciclo que é mais implacável do que parece.