Combustíveis oscilam na próxima semana, enquanto mercados antecipam o fim da era fóssil

Para os condutores portugueses que aguardavam com expectativa a atualização dos preçários nos postos de abastecimento, as notícias para a próxima semana trazem um cenário misto, pautado por variações residuais. Se a tendência dita uma ligeira descida para quem utiliza gasolina, o mesmo não se aplica ao gasóleo, o combustível mais consumido em Portugal.

Ajustes marginais na bomba

De acordo com fontes do setor, a previsão aponta para uma descida de 0,5 cêntimos por litro na gasolina. Em sentido inverso, o preço médio do gasóleo deverá sofrer um agravamento de exatamente o mesmo valor: uma subida de 0,5 cêntimos. Embora estas flutuações não representem uma mudança drástica nos orçamentos familiares imediatos, é importante ressalvar que a aplicação da taxa de carbono pode ainda influenciar os valores finais afixados nos tótemes.

Para quem procura mitigar estes aumentos ou encontrar a opção mais económica na sua área de residência, o “Portal Preços dos Combustíveis Online” continua a afirmar-se como uma ferramenta essencial. A plataforma, criada para dinamizar a concorrência e permitir uma escolha informada, disponibiliza diariamente os preços médios por combustível. Mais do que apenas valores, o portal oferece dados sobre a localização, horários e serviços disponíveis em cada posto, permitindo ao consumidor ponderar as suas opções antes de abastecer.

O capital afasta-se da energia tradicional

Enquanto os consumidores lidam com a volatilidade semanal dos preços na bomba, a alta finança mundial parece estar a desenhar um futuro onde os combustíveis fósseis têm os dias contados. Longe das manchetes políticas, os mercados financeiros já estão a precificar o fim desta era, não através de promessas vagas, mas via mandatos de investimento e modelos de risco concretos.

Uma sondagem realizada pelo Institute for Sustainable Investing da Morgan Stanley, no final de novembro de 2025, revela uma tendência clara: o capital está a ser desviado de ativos com fraca credibilidade na transição energética. O inquérito, que abrangeu mais de 950 investidores institucionais — incluindo gestores e proprietários de ativos na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico —, indica que mais de quatro em cada cinco inquiridos esperam aumentar as suas alocações em investimentos sustentáveis nos próximos dois anos.

Não se trata de um sentimento do retalho, mas sim de uma movimentação de “baleias” financeiras. O relatório destaca a participação de 201 grandes proprietários de ativos (com mais de 50 mil milhões de dólares) e 73 grandes gestores de ativos (com mais de 100 mil milhões de dólares sob gestão). Em conjunto, estes decisores gerem dezenas de biliões de dólares, sinalizando uma mudança estrutural profunda.

Mercados ignoram a hesitação política

Esta reorientação financeira ocorre num momento curioso, logo após a COP30. Embora o texto final da conferência tenha sido amplamente descrito como fraco — com a expressão “combustíveis fósseis” a desaparecer nas negociações de última hora —, os mercados não esperaram por uma linguagem política mais assertiva. A desvalorização financeira destes ativos avança independentemente do consenso diplomático.

É assim que os abandonos graduais acontecem na prática: não como uma decisão política singular, mas como um fosso de avaliação que se alarga. Apesar das limitações da unanimidade expostas na cimeira, acelerou-se uma via paralela onde os dispostos avançam sem poder de veto. Mais de 80 países apoiaram um roteiro para o abandono dos combustíveis fósseis, com a Colômbia e os Países Baixos a acordarem coorganizar a primeira conferência internacional sobre o tema no próximo ano. Para os investidores, isto reduz a ambiguidade política: quando uma grande coligação se organiza, não é necessário que todos os grandes emissores concordem para que o risco comece a ser reprecificado.

A resiliência do investimento sustentável

Os dados da Morgan Stanley contrariam frontalmente a narrativa de que o investimento sustentável (ESG) estaria em recuo. Pelo contrário, 86% dos proprietários de ativos preveem que a proporção das suas carteiras alocada a fundos sustentáveis aumente, uma subida face aos 79% do ano anterior.

Curiosamente, são os proprietários de ativos norte-americanos que lideram esta carga, com 90% a preverem aumentos na alocação, superando os seus pares na Europa (82%) e na Ásia-Pacífico (85%). As motivações citadas deixam de ser puramente éticas para se tornarem pragmáticas: os investidores apontam o desempenho financeiro e um histórico de rentabilidade amadurecido como as principais razões para este reforço. As opções sustentáveis são, cada vez mais, vistas como um fator diferenciador decisivo na seleção e retenção de gestores de fundos.

Xiaomi Poco F7: Fuga de informação massiva antecipa design e especificações de topo

Enquanto a marca continua a alimentar o mistério com teasers enigmáticos, a internet voltou a ser mais rápida. Uma fuga de informação substancial, partilhada pelo conhecido leaker Sudhanshu Ambhore e divulgada pelo portal Android Treasure, acabou com o suspense em torno do novo Xiaomi Poco F7. Os dados revelados detalham não só a estética do dispositivo, como confirmam um conjunto de especificações técnicas que prometem posicionar este modelo como um sério concorrente no mercado.

Duas filosofias de design distintas

As imagens que vieram a público expõem duas abordagens visuais completamente diferentes para o mesmo equipamento. As versões standard, disponíveis nos clássicos preto e branco, adotam um perfil minimalista. Estas variantes apresentam uma traseira com acabamento brilhante e um módulo de câmara dupla disposto verticalmente, apelando a quem prefere sobriedade.

Contudo, a verdadeira surpresa reside na “Edição Especial”. Com um visual arrojado e claramente direcionado ao público gamer, esta versão destaca-se por uma traseira dividida diagonalmente. A secção superior exibe padrões que imitam circuitos eletrónicos e falsas grelhas de ventilação, ostentando ainda o logótipo da Snapdragon, enquanto a parte inferior contrasta com um acabamento em prateado escovado.

Potência bruta e qualidade de ecrã

No que toca ao desempenho, o Poco F7 perfila-se como uma “besta” tecnológica. A fuga de informação indica a presença do processador Qualcomm Snapdragon 8s Gen 4, apoiado por memória RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1, garantindo velocidade de ponta. A experiência visual será assegurada por um ecrã AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 2772×1280. Este painel não só oferece uma taxa de atualização de 120 Hz, como promete um impressionante pico de brilho de 3200 nits e uma resposta ao toque de 480 Hz, características ideais para consumo multimédia e jogos.

Fotografia e autonomia reforçada

O sistema de câmaras traseiro será liderado pelo sensor Sony IMX882 de 50 MP. Com estabilização ótica de imagem e uma abertura de f/1.5, este sensor sugere um desempenho muito competente, especialmente em condições de baixa luminosidade. A acompanhar, encontra-se uma lente ultra-angular de 8 MP, enquanto as selfies ficam a cargo de uma câmara de 20 MP alojada num pequeno orifício no ecrã.

A autonomia é outro ponto forte revelado. A versão global deverá integrar uma bateria de 6500 mAh, sendo que a variante destinada ao mercado indiano poderá chegar aos 7550 mAh. Ambas suportarão carregamento rápido com fios de 90 W.

Construção e software atualizado

Para completar o pacote de especificações, o Poco F7 contará com certificação IP68, Wi-Fi 7 e um sensor de impressões digitais ótico sob o ecrã. A construção combina vidro e alumínio, resultando num peso aproximado de 215 gramas. O dispositivo chegará às mãos dos utilizadores com a mais recente versão do sistema operativo, o Android 15, sob a interface HyperOS 2 da Xiaomi. Embora a data oficial ainda não tenha sido anunciada pela marca, o nível de detalhe desta fuga sugere um lançamento iminente, possivelmente ainda antes do final de junho.

Novas abordagens à comida de conforto: do forno ao acompanhamento irreverente

A gastronomia caseira, muitas vezes apelidada de comida de conforto, não necessita de ser monótona ou excessivamente previsível. É possível elevar pratos tradicionais através de ingredientes robustos ou de combinações de sabores inesperadas, transformando uma refeição banal numa experiência gastronómica digna de registo. Duas propostas distintas, que vão desde uma entrada substancial criada por um chefe de cozinha até uma reinvenção audaz do clássico puré de batata, demonstram como a criatividade pode renovar o paladar quotidiano.

A sugestão robusta do Chefe Fábio Alves

No capítulo das entradas ou pratos principais ligeiros, o chefe Fábio Alves apresenta uma versão rica de cogumelos Portobello recheados, onde a suculência é a nota dominante. A base desta preparação reside na escolha de cerca de meio quilo de cogumelos de grande porte, ideais para comportar um recheio generoso. O processo inicia-se com o pré-aquecimento do forno a 180 ºC e uma limpeza cuidadosa dos fungos, retirando-lhes a pele e os pés. Longe de serem desperdiçados, estes pés são laminados e integrados no refogado que dá alma ao prato.

Numa frigideira, uma base de cebola e alho aloura ligeiramente em azeite antes de receber os pés dos cogumelos e o bacon, ingrediente fundamental que deve ser picado grosseiramente para conferir textura. Após cozinhar durante cerca de cinco minutos, o preparado ganha cremosidade e elasticidade com a adição de mozzarella ralada e frescura com a salsa picada. Antes de rechear os cogumelos — que devem ser previamente temperados com um fio de azeite, sal e pimenta preta —, é crucial envolver bem a mistura e retificar os temperos. O resultado final, após quinze minutos de forno, é um prato gratinado e intenso.

Uma reviravolta ácida no acompanhamento clássico

Para acompanhar pratos com esta densidade, ou qualquer outra refeição principal, o tradicional puré de batata surge muitas vezes como a opção segura, embora por vezes desinteressante. Contudo, uma variante inspirada nos sabores de “sal e vinagre” promete quebrar essa monotonia. A chave para esta versão reside na utilização de batatas de polpa branca, descascadas e cortadas em cubos de aproximadamente dois centímetros e meio, e no uso distintivo de vinagre de malte e sal marinho.

A técnica de cozedura é determinante para a textura final: as batatas devem ser colocadas numa panela e cobertas com água fria, permitindo um aquecimento gradual que favorece a libertação do amido. Após levantar fervura em lume forte com uma pitada generosa de sal, reduz-se a temperatura, deixando cozinhar até que os cubos estejam tenros, o que geralmente demora entre vinte a vinte e cinco minutos.

O segredo da textura e finalização

O passo que distingue um puré banal de um excecional ocorre após escorrer bem a água. Embora se possa utilizar um esmagador manual, a utilização de uma batedeira de mão garante um resultado final surpreendentemente leve e fofo. É nesta fase que se incorporam os ingredientes que transformam o perfil de sabor: manteiga amolecida, natas ácidas (sour cream), o vinagre de malte, salsa fresca picada e pimenta preta moída.

Esta combinação cria um equilíbrio entre a riqueza da gordura e a acidez cortante do vinagre, resultando num acompanhamento vibrante. O prato está pronto a servir de imediato, podendo ser finalizado na taça com um pouco mais de manteiga derretida e flor de sal, ou mantido quente na própria panela em lume muito brando, mexendo regularmente para evitar que seque. É uma prova de que, com os toques certos, os clássicos nunca saem de moda.

Soluções Doces: Entre a Rapidez Caseira e a Conveniência de Loja

O Prazer Imediato da Mousse Caseira

Quando o desejo por algo doce surge de forma urgente e o tempo disponível é escasso, a cozinha pode transformar-se num cenário de eficiência com a receita certa. Existe uma sobremesa “expresso” que se destaca pela simplicidade, exigindo apenas três ingredientes e dispensando qualquer cozedura. Trata-se de uma mousse de manga rapidíssima, ideal para quem não quer perder horas de volta dos tachos mas não abdica do sabor.

O segredo reside na combinação de quatro iogurtes naturais, uma lata de leite condensado (aproximadamente 387 g) e uma lata grande de polpa de manga (860 g). A preparação é desconcertantemente simples: numa tigela, juntam-se todos os componentes e, com o auxílio de uma varinha mágica, envolve-se tudo até se obter uma mistura homogénea e cremosa. Feito isto, basta dividir o preparado por taças individuais ou verter para uma taça grande familiar e levar ao frigorífico durante algumas horas. O resultado é uma sobremesa fresca, pronta a servir e capaz de impressionar sem esforço.

Alternativas Prontas de Alta Qualidade

No entanto, há dias em que até a simples tarefa de utilizar a varinha mágica parece excessiva, ou ocasiões em que se procura algo diferente sem qualquer preparação prévia. É aqui que o retalho especializado, como a cadeia Trader Joe’s, tem vindo a ganhar destaque, oferecendo produtos de sobremesa que conjugam qualidade e conveniência, sendo opções particularmente interessantes para a população sénior ou para quem vive sozinho e procura porções controladas sem desperdício.

Pequenos Luxos de Chocolate

Para os apreciadores de contrastes intensos, os caramelos cobertos com chocolate negro surgem como uma escolha sofisticada. O equilíbrio é a chave deste produto: o caramelo interior, levemente salgado e com notas de baunilha, é envolto por uma capa de chocolate amargo encorpado. Os elementos amargos do cacau realçam a baunilha, enquanto o toque salgado do caramelo eleva as subtis notas frutadas do chocolate. São versáteis, podendo ser picados sobre uma bola de gelado de baunilha, servidos numa tábua de sobremesas ou consumidos diretamente da embalagem.

Se a preferência recair sobre texturas mais leves, as sobremesas mini de mousse de chocolate, vendidas a 4,99 dólares, oferecem uma experiência de qualidade de restaurante em copos individuais. O grande trunfo aqui é o tamanho da porção. Cada unidade contém a quantidade exata para satisfazer a gula sem levar ao excesso, evitando também o problema de deixar restos a secar no frigorífico. A textura mantém-se aérea e leve, sem comprometer o sabor rico a chocolate, e o melhor é que não exigem qualquer preparação ou limpeza posterior.

Clássicos Reinventados para o Lanche

Para acompanhar o chá da tarde ou o café, as bolachas shortbread de cereja ácida e noz-pecã, com um custo de 3,79 dólares, apresentam-se como uma alternativa mais requintada às opções habituais de supermercado. A base amanteigada proporciona aquela textura friável que se desfaz na boca, enquanto as cerejas secas conferem uma acidez frutada que corta o excesso de açúcar, e as nozes acrescentam substância e crocância. O preço é bastante justo para um produto que transmite uma sensação de sofisticação.

Doçaria Internacional em Formato Miniatura

A viagem pelos sabores estende-se ainda a clássicos internacionais adaptados ao consumo doméstico. As “Teeny Tiny Maple Butter Tarts”, vendidas a 4,49 dólares, trazem para os corredores dos congelados a tradição canadiana das tartes de manteiga. Apesar da designação “minúscula”, que não é mero marketing, estas pequenas tartes descongelam rapidamente e oferecem um sabor autêntico a ácer, com um recheio devidamente cremoso. São perfeitas para um snack leve de duas dentadas.

Por fim, para os amantes da doçaria britânica, o fudge de clotted cream (natas espessas) a 2,99 dólares é uma descoberta imperdível. Diferente do fudge de chocolate americano, esta versão aposta na suavidade das natas e em notas subtis de baunilha. A textura situa-se algures entre o fudge firme e o caramelo macio, derretendo na boca sem ser excessivamente pegajoso. A riqueza das natas torna-o decadente, mas, tal como nas outras opções, o controlo das porções ajuda a evitar que se coma a caixa inteira de uma assentada.