Nissan reforça aposta elétrica com sucesso de vendas na China e nova autocaravana de luxo

A Nissan atravessa um momento de particular dinamismo no setor da mobilidade elétrica, com novidades que vão desde o mercado asiático até às estradas europeias. Entre o sucesso comercial imediato de um novo sedan na China e o arrojo de uma proposta de lazer baseada num furgão de grandes dimensões, a marca japonesa parece determinada a cobrir todas as frentes da transição energética.

O fenómeno de vendas do Nissan N7

No competitivo mercado automóvel chinês, o novo modelo 100% elétrico da marca, o Nissan N7, está a superar todas as expectativas iniciais. Os números não deixam margem para dúvidas: em apenas 50 dias após o seu lançamento, ocorrido a 27 de abril, foram comercializadas 20.000 unidades. Este volume de vendas, reportado pela Car News China, demonstra uma aceitação invulgar para um veículo que acaba de chegar às concessões.

O segredo para este desempenho parece residir num equilíbrio estratégico entre tecnologia e custo. Com um preço de partida fixado nos 12,1 mil euros, o N7 posiciona-se como uma opção extremamente acessível face à concorrência. Construído sobre a nova plataforma da Dongfeng Nissan, o modelo oferece cinco variantes distintas, com autonomias que variam entre os 510 km e os 635 km, dependendo da motorização escolhida (160 kW ou 200 kW). No que toca ao carregamento, a eficiência mantém-se, sendo possível recuperar de 30% a 80% da bateria em cerca de 14 minutos.

Conforto e inovação a bordo

Mais do que especificações técnicas, o interior do N7 revela um cuidado especial com a experiência do utilizador. O destaque vai para o painel central de 15,6 polegadas com resolução 2,5K, que integra um software inovador desenhado para reduzir o enjoo de movimento de quem utiliza ecrãs durante as viagens. Curiosamente, a maioria dos compradores — mais de 60% — optou pela versão topo de gama, equipada com sistemas avançados de assistência à condução e acabamentos em microfibra e camurça. Embora o foco inicial tenha sido a China, já existem relatos que apontam para um lançamento futuro no Japão, restando saber se o sucesso se replicará numa eventual chegada à Europa.

Do asfalto para a natureza: A nova Interstar-e “Relax”

Enquanto o N7 conquista as cidades, a Nissan explora o segmento do lazer com uma proposta audaz em parceria com a empresa de conversão Eiffeland. O ponto de partida é o furgão elétrico Nissan Interstar-e que, apesar de uma estética exterior que divide opiniões — marcada por uma pintura bicolor em tons de branco e mostarda —, foi transformado num autêntico refúgio rústico e moderno sobre rodas.

Apresentada no certame CMT 2026, esta autocaravana tira partido das dimensões generosas do furgão para criar um ambiente que remete para um chalé de montanha. A Eiffeland implementou o pacote “Relax”, que substitui a frieza do metal por painéis de madeira genuína no teto e mobiliário, além de estofos em tons de cinza que elevam o conforto visual. A configuração interior privilegia dois viajantes, contando com uma cama de casal elevada na traseira, o que permite a existência de uma garagem espaçosa para equipamentos desportivos, como esquis ou pranchas de surf.

Versatilidade e autonomia no campismo

A nível mecânico, a versão elétrica conta com uma bateria de 87 kWh, prometendo uma autonomia estimada de 410 km (WLTP), o que é bastante respeitável para um veículo desta envergadura destinado a viagens longas. No entanto, para quem ainda não está preparado para o abandono total dos combustíveis fósseis, a marca também exibiu uma versão a diesel com 148 cv e transmissão automática.

Apesar do luxo interior e do espaço disponível (com mais de 6 metros de comprimento), a proposta não está isenta de críticas. A ausência de uma casa de banho integrada — mesmo que simplificada — é um detalhe que surpreende num veículo desta classe, especialmente quando comparado com modelos mais pequenos. Ainda assim, esta colaboração reforça a vontade da Nissan em ser uma peça fundamental no mercado dos veículos recreativos, um setor onde tem vindo a experimentar conceitos cada vez mais arrojados desde o período pós-pandemia.

Xiaomi Poco F7: Fuga de informação massiva antecipa design e especificações de topo

Enquanto a marca continua a alimentar o mistério com teasers enigmáticos, a internet voltou a ser mais rápida. Uma fuga de informação substancial, partilhada pelo conhecido leaker Sudhanshu Ambhore e divulgada pelo portal Android Treasure, acabou com o suspense em torno do novo Xiaomi Poco F7. Os dados revelados detalham não só a estética do dispositivo, como confirmam um conjunto de especificações técnicas que prometem posicionar este modelo como um sério concorrente no mercado.

Duas filosofias de design distintas

As imagens que vieram a público expõem duas abordagens visuais completamente diferentes para o mesmo equipamento. As versões standard, disponíveis nos clássicos preto e branco, adotam um perfil minimalista. Estas variantes apresentam uma traseira com acabamento brilhante e um módulo de câmara dupla disposto verticalmente, apelando a quem prefere sobriedade.

Contudo, a verdadeira surpresa reside na “Edição Especial”. Com um visual arrojado e claramente direcionado ao público gamer, esta versão destaca-se por uma traseira dividida diagonalmente. A secção superior exibe padrões que imitam circuitos eletrónicos e falsas grelhas de ventilação, ostentando ainda o logótipo da Snapdragon, enquanto a parte inferior contrasta com um acabamento em prateado escovado.

Potência bruta e qualidade de ecrã

No que toca ao desempenho, o Poco F7 perfila-se como uma “besta” tecnológica. A fuga de informação indica a presença do processador Qualcomm Snapdragon 8s Gen 4, apoiado por memória RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1, garantindo velocidade de ponta. A experiência visual será assegurada por um ecrã AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 2772×1280. Este painel não só oferece uma taxa de atualização de 120 Hz, como promete um impressionante pico de brilho de 3200 nits e uma resposta ao toque de 480 Hz, características ideais para consumo multimédia e jogos.

Fotografia e autonomia reforçada

O sistema de câmaras traseiro será liderado pelo sensor Sony IMX882 de 50 MP. Com estabilização ótica de imagem e uma abertura de f/1.5, este sensor sugere um desempenho muito competente, especialmente em condições de baixa luminosidade. A acompanhar, encontra-se uma lente ultra-angular de 8 MP, enquanto as selfies ficam a cargo de uma câmara de 20 MP alojada num pequeno orifício no ecrã.

A autonomia é outro ponto forte revelado. A versão global deverá integrar uma bateria de 6500 mAh, sendo que a variante destinada ao mercado indiano poderá chegar aos 7550 mAh. Ambas suportarão carregamento rápido com fios de 90 W.

Construção e software atualizado

Para completar o pacote de especificações, o Poco F7 contará com certificação IP68, Wi-Fi 7 e um sensor de impressões digitais ótico sob o ecrã. A construção combina vidro e alumínio, resultando num peso aproximado de 215 gramas. O dispositivo chegará às mãos dos utilizadores com a mais recente versão do sistema operativo, o Android 15, sob a interface HyperOS 2 da Xiaomi. Embora a data oficial ainda não tenha sido anunciada pela marca, o nível de detalhe desta fuga sugere um lançamento iminente, possivelmente ainda antes do final de junho.

O Renascimento das Leguminosas: Do Petisco ao Pequeno-Almoço Fortificante

As leguminosas constituem, desde há muito, a base da alimentação em diversas culturas, oferecendo uma versatilidade que vai muito além dos guisados tradicionais portugueses. Seja através de uma pasta cremosa originária do Médio Oriente ou de um estufado aromático indiano, o grão-de-bico e as lentilhas afirmam-se como protagonistas de uma dieta equilibrada. Apresentamos duas propostas distintas que elevam estes ingredientes: um húmus caseiro, onde o segredo reside na frescura do tahini, e um Dal de lentilhas pretas, idealizado para um pequeno-almoço rico em proteína e fibra.

A Ciência e a Nutrição no Prato

Antes de passar à confeção, importa compreender o valor nutricional destes pratos. O Dal, por exemplo, não é apenas uma refeição reconfortante; é um aliado da saúde. A inclusão generosa de gengibre pode auxiliar na gestão de condições inflamatórias, como a osteoartrite, reduzindo o inchaço articular. Já o alho, para além do sabor, fornece alicina, um composto que reforça o sistema imunitário e atua como prebiótico para a flora intestinal.

As lentilhas, ricas em ferro e com baixo índice glicémico, garantem saciedade prolongada, enquanto o tomate cozinhado é uma fonte potente de licopeno, um antioxidante associado à proteção cardiovascular. Esta combinação de sabores e benefícios torna as receitas que se seguem indispensáveis num repertório culinário moderno.

O Segredo de um Húmus Perfeito

Muitas vezes resumido a uma simples pasta de grão e azeite, o húmus ganha outra dimensão quando preparado de raiz, especialmente se incluirmos a confeção do próprio tahini. Para esta base de sésamo, necessitará de 200 gramas de sementes. O processo inicia-se numa frigideira ampla, em lume médio, onde se tostam as sementes até ficarem douradas e libertarem o seu aroma característico. É crucial retirá-las imediatamente do calor para não queimar. De seguida, triture-as num processador potente até obter uma pasta fluida. Esta quantidade renderá o suficiente para guardar num frasco hermético e utilizar em futuras ocasiões.

Para o húmus propriamente dito, a receita pede 400 gramas de grão cozido e escorrido — preferencialmente grão seco demolhado e cozido em casa para melhor textura. No copo da varinha mágica ou processador, junte o grão, dois dentes de alho, o sumo de um limão, três colheres de sopa de azeite virgem extra e uma colher de sopa do tahini preparado anteriormente. Uma pitada de cominhos confere profundidade ao sabor.

Processe tudo até obter um puré sedoso. O tempero final faz-se com sal e pimenta a gosto. Ao servir, a apresentação é fundamental: disponha numa taça, regue abundantemente com azeite e polvilhe com colorau, sementes de sésamo e salsa fresca picada grosseiramente. Este preparado conserva-se no frigorífico entre dois a três dias e é o acompanhamento ideal para vegetais crus, tostas ou sandes.

Dal de Lentilhas: Um Pequeno-Almoço Revigorante

Para quem procura fugir à rotina matinal, este Dal de lentilhas pretas (beluga ou urad) oferece energia duradoura. A preparação pode ser feita em grande quantidade durante o fim de semana, conservando-se bem no frigorífico ou congelador para os meses seguintes.

A confeção inicia-se com o refogado. Numa frigideira larga, derreta três colheres de sopa de manteiga sem sal (ou ghee) em lume médio-baixo. Adicione duas chávenas de cebola picada finamente, duas colheres de sopa de alho picado e igual quantidade de gengibre fresco ralado. Deixe alourar cerca de cinco minutos. A introdução das especiarias é o passo seguinte: duas colheres de chá de garam masala e meia colher de chá de pimenta caiena (opcional) devem ser cozinhadas por um minuto até libertarem os seus aromas.

Incorpore então duas chávenas de tomate picado (fresco ou de lata) e uma folha de louro. Aumente o lume e cozinhe até o líquido evaporar e a mistura espessar, o que levará cerca de sete a oito minutos. Adicione cinco chávenas de água, duas chávenas de lentilhas pretas secas e uma colher e um quarto de chá de sal. Quando levantar fervura, reduza para lume brando e deixe cozinhar. As lentilhas devem ser fervilhadas suavemente, e não fervidas em cachão, para manterem a sua estrutura. O processo demora entre 35 a 40 minutos; se a mistura secar demasiado, acrescente água, meia chávena de cada vez.

O Toque Final: Tadka e Iogurte de Lima

Enquanto o Dal apura, prepare um acompanhamento fresco misturando três quartos de chávena de iogurte grego natural, meia colher de chá de raspa de lima, uma colher e meia de chá de sumo de lima e uma pitada de sal. Reserve no frio.

O segredo dos chefes indianos, conhecido como tadka, é aplicado no final. Numa frigideira pequena, derreta as restantes três colheres de sopa de manteiga em lume médio e adicione uma colher de sopa de sementes de cominhos. Deixe tostar cerca de dois minutos até ficarem perfumadas.

Quando as lentilhas estiverem tenras, retire a folha de louro e envolva meia chávena de natas para conferir cremosidade. Sirva o Dal em taças, guarnecido com o iogurte de lima, a manteiga de cominhos tostados e coentros frescos picados. Esta combinação de texturas e temperaturas transforma uma simples leguminosa numa experiência gastronómica completa.

Duas Vertentes do Conforto: Do Clássico Creme de Cenoura à Exótica Bisque de Amendoim

A gastronomia de conforto encontra muitas vezes na sopa a sua expressão mais fiel, capaz de aliar simplicidade técnica a uma riqueza nutricional indispensável. Apresentamos duas propostas distintas que ilustram esta versatilidade: um tradicional creme de cenoura, que aposta na pureza dos vegetais, e uma audaz bisque de batata-doce e amendoim, que vai buscar inspiração aos sabores vibrantes da África Ocidental. Embora diferentes no perfil aromático, ambas partilham a capacidade de reconfortar e nutrir.

A elegância da simplicidade

O creme de cenoura destaca-se pela sua preparação descomplicada e pela valorização dos ingredientes no seu estado mais natural. A base deste prato começa num tacho fundo, onde se desenvolve um ligeiro refogado com uma cebola picada e um dente de alho, envolvidos em duas colheres de sopa de azeite. A esta base aromática juntam-se os vegetais descascados e cortados em cubos: cinco cenouras grandes, uma curgete média e duas batatas médias.

O segredo reside na cozedura lenta após a adição de um litro de água previamente fervida, temperada com sal. Quando as batatas se apresentarem tenras, o preparado é reduzido a um puré aveludado, processo que pode ser facilitado por um robô de cozinha. Para elevar o perfil de sabor final, sugere-se um fio de azeite virgem extra, pimenta-preta moída no momento ou uma pitada de noz-moscada. A versatilidade desta sopa permite ainda a adição opcional de uma colherada de natas azedas e um pezinho de salsa para um acabamento fresco.

Uma fusão de sabores complexos

Num registo completamente diferente, surge a bisque vegetariana de batata-doce, inspirada na sopa de amendoim da África Ocidental. Esta receita distingue-se pelo uso de especiarias quentes e pela textura rica conferida pela manteiga de amendoim natural. A preparação inicia-se de forma expedita, picando duas batatas-doces grandes com um garfo e cozinhando-as no micro-ondas até ficarem macias, o que demora entre sete a dez minutos. Enquanto arrefecem, prepara-se um refogado numa caçarola larga com óleo neutro, cebola e alho picado, até alourar ligeiramente.

A complexidade aromática é construída com a adição de sumo de tomate e vegetais, malaguetas verdes (preferencialmente picantes), gengibre fresco picado e pimenta da Jamaica. Este caldo deve ferver suavemente durante cerca de dez minutos para apurar os sabores. A técnica de finalização é o que confere a textura única a este prato: as batatas-doces, já descascadas e cortadas, são divididas. Metade é adicionada diretamente ao tacho, enquanto a outra metade é triturada num processador com caldo de legumes e meia chávena de manteiga de amendoim até se obter um creme liso.

Acabamentos e conservação

Ao incorporar o puré de amendoim na panela, a sopa ganha uma consistência encorpada que pode ser ajustada com água, caso se prefira uma textura mais líquida. O prato é finalizado com pimenta moída e aquecido até estar bem quente. Para quem aprecia contrastes, a guarnição pode incluir coentros frescos picados ou até amendoins e cebolinho, servindo-se idealmente acompanhada por uma salada verde mista com vinagrete.

Ambas as sopas são exemplos de refeições que promovem a saúde, sendo a bisque particularmente rica em fibra e adequada a dietas veganas e sem glúten. No que toca à logística doméstica, estas preparações são excelentes aliadas, visto que podem ser confecionadas com antecedência e conservadas no frigorífico até três dias, bastando retificar a consistência com um pouco de água aquando do aquecimento.